Correio da Manhã Censura

O Regresso do Lápis Azul

Inspiração

Após a prisão do ex-primeiro-ministro José Sócrates, o Correio da Manhã foi-se afirmando como jornal de referência no que diz respeito às notícias relacionadas com a investigação em curso.

No entanto, uma providência cautelar interposta pela defesa e a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, impedia o Correio da Manhã de publicar qualquer notícia relacionada com o caso Operação Marquês daí em diante. Era uma decisão com a qual o Grupo não estava de acordo e havia a necessidade de o mostrar, reunindo o apoio da opinião pública.

Inspiração
Ideia

Ideia

Sendo o Correio da Manhã o principal diário nacional, a resposta tinha de ser imediata e em sintonia com a linha editorial do jornal. O Correio da Manhã é conhecido pelas suas manchetes e revelações que não deixam ninguém indiferente. Ora, também esta comunicação tinha de ser bombástica e foi exatamente o que aconteceu.

Relembrando tempos em que a liberdade de imprensa não existia, censurámos uma capa do jornal Correio da Manhã logo no dia seguinte à providência cautelar. Mas a censura, ou a forma de a fazer, foi cuidadosamente escolhida para passar a mensagem que se pretendia passar da forma a causar o máximo impacto. Para isso foi então selecionado o tristemente conhecido lápis azul – usado pela polícia política nos tempos da ditadura em Portugal – cortando todas as informações na capa exceto uma mensagem bem clara para os leitores: Continuaremos a informá-lo, acompanhada da foto de José Sócrates.


Resultados

Entre os dias 28 de outubro e 10 de novembro de 2015 foram geradas 449 notícias em praticamente todos os meios de comunicação nacionais, muito para além dos detidos pelo Grupo Cofina, com um valor estimado em 8.747.339,31€.

TV – 107 notícias | 7.436.802,78€
Rádio – 86 notícias | 132.955,74€
Press – 32 notícias | 496.979,52€
Online – 224 notícias | 680.601,27€

A Providência Cautelar em causa foi anulada meses depois.


Resultados

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